Organização criminosa lucrava R$ 30 milhões por ano com comércio ilegal de peças de veículos.
Em uma megaoperação batizada de “Car Wash”, a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16/05), contra uma associação criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente da venda de peças de carros roubados e furtados.
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Sem spam. Só informação que importa.O grupo criminoso tem ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP). As investigações, iniciadas em outubro do ano passado, apontam que a quadrilha desmontava cerca de 80 veículos por semana.
A quadrilha comercializava as peças e acessórios no mercado clandestino. Estima-se que o grupo tenha movimentado mais de R$ 30 milhões em um ano.
A Polícia Civil mapeou os maiores pontos de receptação de veículos roubados, faz parte da identificação as comunidades da Guacha, Gogo da Ema e Santa Tereza, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
As peças eram então armazenadas em depósitos alugados em nomes de laranjas e posteriormente enviadas para outros estados, onde abasteciam o mercado clandestino de autopeças.
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A operação cumpre quatro mandados de prisão temporária e mais de 113 mandados de busca e apreensão em diversos estados brasileiros. Até o momento, um homem foi preso em São Paulo..
Além das comunidades na Baixada Fluminense, equipes da Polícia Civil também realizam buscas na Baixa do Sapateiro e no Timbau, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio.
Para ocultar a origem ilícita dos recursos, a organização criminosa utilizava diversas estratégias sofisticadas, como uso de laranjas, empresas fictícias, smurfing e mescla.
A operação conta com o apoio de diversas unidades da Polícia Civil, incluindo os Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Baixada (DGPB), da Capital (DGPC) e de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), além da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) e da 81ª DP (Itaipu).

