MPRJ requer pagamento de R$ 100 mil pelos danos morais causados à delegada, bem como R$ 100 mil a título de dano moral coletivo.
A Justiça acatou denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) a respeito dp delegado de Polícia Civil Maurício Demétrio Afonso Alves por proferir comentários racistas em mensagens de WhatsApp.
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Sem spam. Só informação que importa.O delegado de Polícia Civil Maurício Demétrio Afonso Alves virou réu pelos crimes de discriminação e injúria racial.
Em suas mensagens criminosas, o delegado utilizou termos pejorativos como “macaca” e “criola” para se referir a uma delegada aposentada e fez comentários irônicos sobre a morte da vereadora Marielle Franco.
Além disso, em conversa no ano de 2020, Demétrio teria utilizado a expressão “tinha que ser preto” ao se referir ao então ministro da Educação.
O MPRJ requer que o delegado seja condenado a pagar R$ 100 mil pelos danos morais causados à delegada, bem como R$ 100 mil a título de dano moral coletivo, além da condenação pelos crimes de discriminação e injúria racial.
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Demétrio está preso desde 2021 por extorsão.
Condenações
Para além destes dois crimes, o delegado já havia sido condenado em janeiro de 2024 a 9 anos e 7 meses de prisão por obstrução de justiça. A condenação inclui a perda do cargo público e o pagamento de multa.
Decisão também pontua o alto padrão de vida do delegado acusado, com inúmeros registros de gastos com aluguel de mansões, utilização de lanchas e viagens internacionais constantes.
A medida aponta que a culpabilidade do réu é mais elevada por se tratar de um profissional responsável por investigações de crimes, sendo um paradoxo tentar embaraçá-las.
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O policial foi preso quando ainda era titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), através da Operação Carta de Corso.
Ele foi acusado de chefiar esquema de cobrança de propina de lojistas do tradicional comércio de roupas da Rua Teresa, em Petrópolis, na região serrana do Rio.

